Ana Luiza Sousa Rodrigues, Irving Mitchel Laines Arcce, Natanael Aguiar Braga Negreiros, V. J. F. Freitas, Dárcio Ítalo Alves Teixeira
2026.1.1Ciencia Animal Brasileira
Abstract
Resumo A taxa de maturação in vitro (MIV) de oócitos caninos é considerada baixa, com menos de 20 % de retomada meiótica, sendo a qualidade oocitária um fator determinante. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a qualidade oocitária de cadelas saudáveis, utilizando a viabilidade das células do cumulus (CCs), a verificação das espécies reativas de oxigênio (EROs) e a morfometria dos oócitos. Doze cadelas, com idade média de 2,3 (± 1,3) anos e com peso médio de 9,4 (± 5,2) kg, foram submetidas à ovariosalpingohisterectomia (OSH) para coleta dos oócitos. Posteriormente, foram realizados a classificação morfológica e o teste de viabilidade com Azul Cresil Brilhante (ACB) do complexo cumulus-oophorus (CCOs). Os CCOs viáveis foram separados em grupos de acordo com sua classificação morfológica (GI, GII ou GIII). Foi utilizada a sonda H2DCFDA para a avaliação do nível de EROs intracelular e as sondas Hoechst 33342 e Iodeto de Propídeo para a avaliação das CCs viáveis e apoptóticas. Na morfometria, foram avaliados o diâmetro total do oócito, o diâmetro do citoplasma, a espessura da zona pelúcida, o raio e o perímetro. Foi utilizada a análise de variância para a análise dos dados. O grupo GI apresentou o maior percentual de oócitos viáveis, as maiores médias dos parâmetros morfométricos e o menor nível de EROS intracelular. Não houve diferença entre os grupos GI e GII em relação ao percentual de CCs viáveis. Em conclusão, torna-se necessário realizar maiores investigações para determinar os níveis de EROs aceitáveis para a seleção de oócitos que serão utilizados para MIV em cadelas.
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RODRIGUES, Ana Luiza Sousa, et al. Marcadores bioquímicos e morfológicos da qualidade oocitária em cadelas: Papel das células do cumulus e espécies reativas de oxigênio. Ciencia Animal Brasileira, 2026, 27.