Reproductive Biology and FertilityVeterinary Medicine and SurgeryReproductive Physiology in Livestock

Ana Luiza Sousa Rodrigues, Irving Mitchel Laines Arcce, Natanael Aguiar Braga Negreiros, V. J. F. Freitas, Dárcio Ítalo Alves Teixeira

2026.1.1Ciencia Animal Brasileira

DOI: 10.1590/1809-6891v27e-80766p

Abstract

Resumo A taxa de maturação in vitro (MIV) de oócitos caninos é considerada baixa, com menos de 20 % de retomada meiótica, sendo a qualidade oocitária um fator determinante. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a qualidade oocitária de cadelas saudáveis, utilizando a viabilidade das células do cumulus (CCs), a verificação das espécies reativas de oxigênio (EROs) e a morfometria dos oócitos. Doze cadelas, com idade média de 2,3 (± 1,3) anos e com peso médio de 9,4 (± 5,2) kg, foram submetidas à ovariosalpingohisterectomia (OSH) para coleta dos oócitos. Posteriormente, foram realizados a classificação morfológica e o teste de viabilidade com Azul Cresil Brilhante (ACB) do complexo cumulus-oophorus (CCOs). Os CCOs viáveis foram separados em grupos de acordo com sua classificação morfológica (GI, GII ou GIII). Foi utilizada a sonda H2DCFDA para a avaliação do nível de EROs intracelular e as sondas Hoechst 33342 e Iodeto de Propídeo para a avaliação das CCs viáveis e apoptóticas. Na morfometria, foram avaliados o diâmetro total do oócito, o diâmetro do citoplasma, a espessura da zona pelúcida, o raio e o perímetro. Foi utilizada a análise de variância para a análise dos dados. O grupo GI apresentou o maior percentual de oócitos viáveis, as maiores médias dos parâmetros morfométricos e o menor nível de EROS intracelular. Não houve diferença entre os grupos GI e GII em relação ao percentual de CCs viáveis. Em conclusão, torna-se necessário realizar maiores investigações para determinar os níveis de EROs aceitáveis para a seleção de oócitos que serão utilizados para MIV em cadelas.

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RODRIGUES, Ana Luiza Sousa, et al. Marcadores bioquímicos e morfológicos da qualidade oocitária em cadelas: Papel das células do cumulus e espécies reativas de oxigênio. Ciencia Animal Brasileira, 2026, 27.