Dental Health and Care UtilizationOral microbiology and periodontitis researchDental Erosion and Treatment

Armando Cabral de Lira Neto, Ana Beatriz Rodrigues Moura, Lilian da Silva Brito, Lucas Xavier Bezerra de Menezes, Luciana Leônia Soares Freire, Maria Letícia Barbosa Raymundo, Thayana Maria Navarro Ribeiro de Lima Martins, Rênnis Oliveira da Silva, Yuri Wanderley Cavalcanti, R. A. Bomfim

2026.1.1Revista Brasileira de Epidemiologia

DOI: 10.1590/1980-549720260005.supl.1.2

Abstract

RESUMO Objetivo: Analisar fatores associados à dentição funcional, perda dentária severa e edentulismo em idosos brasileiros, considerando características sociodemográficas individuais e fatores contextuais dos serviços de saúde bucal. Métodos: Estudo transversal, quantitativo e analítico, baseado nos dados dos participantes de 65 a 74 anos da SB Brasil 2023. Analisou-se a perda dentária em três desfechos: dentição funcional (presença de pelo menos 20 dentes permanentes), perda severa (menos de dez dentes permanentes remanescentes) e edentulismo (perda de todos os dentes permanentes). Modelos de regressão logística multinível foram obtidos, considerando-se o delineamento amostral complexo. Variáveis individuais (sexo, etnia, renda familiar per capita e escolaridade) e contextuais (cobertura da saúde bucal na atenção básica, presença de Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) e Laboratórios Regionais de Prótese Dentária [LRPD]) foram analisadas, considerando-se p<0,05. Resultados: A cobertura de saúde bucal na atenção básica e a presença de CEO e LRPD não foram associadas ao maior edentulismo (p>0,05). Observou-se menor prevalência de dentição funcional em mulheres (odds ratio — OR 0.66; intervalo de confiança de 95% — IC95% 0.57–0.76) e em residentes de municípios com cobertura de saúde bucal ≥80% (OR 0.74; IC95% 0.56–0.97). Idosos com maior renda e escolaridade tiveram maior prevalência de dentição funcional (p<0,05). Maior prevalência de perda dentária severa e edentulismo foi observada em mulheres e entre idosos com menor renda e menor escolaridade (p<0,05). Observou-se menor prevalência de perda severa em idosos residentes em municípios com CEO (p<0,05). Conclusão: Variáveis socioeconômicas individuais e características contextuais dos serviços de saúde bucal estiveram associadas à perda dentária em idosos brasileiros, evidenciando a persistência de desigualdades sociais nesse desfecho.

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NETO, Armando Cabral de Lira, et al. Fatores individuais e contextuais associados à perda dentária em idosos brasileiros. Revista Brasileira de Epidemiologia, 2026, 29(suppl 1).