F. Fogagnolo, Ricardo Antônio Tavares
2026.4.1Revista Brasileira de Ortopedia
Abstract
Resumo As fraturas distais do fêmur representam aproximadamente 1% de todas as fraturas e 3 a 7% das fraturas femorais, caracterizando-se como lesões complexas que frequentemente envolvem a superfície articular. A tomografia computadorizada é fundamental na avaliação da extensão articular, de eventuais traços coronais e da cominuição metafisária. O tratamento cirúrgico busca restaurar o alinhamento mecânico, a congruência articular e promover estabilidade suficiente para mobilização precoce. A epidemiologia apresenta padrão bimodal: em jovens, predominam traumas de alta energia; em idosos, prevalecem quedas de baixa energia, com maior mortalidade devido à osteoporose e às comorbidades. O tratamento conservador possui indicações restritas, sendo normalmente reservado a pacientes com alto risco cirúrgico ou fraturas não desviadas. O tratamento cirúrgico inclui placas bloqueadas, hastes intramedulares retrógradas e técnicas combinadas. A dupla fixação tem ganhado destaque em ossos osteoporóticos, perda de suporte medial e fraturas periprotéticas. Em casos selecionados, especialmente em idosos com osso muito fragilizado, a artroplastia do joelho pode ser uma alternativa para possibilitar mobilização precoce. Este artigo apresenta uma revisão atualizada dos principais aspectos epidemiológicos, diagnósticos e terapêuticos das fraturas distais do fêmur, incluindo situações especiais, como as fraturas expostas, fraturas de Hoffa e as fraturas periprotéticas. Complicações como infecção, pseudoartrose, rigidez e osteoartrite pós-traumática ainda são frequentes.
Citation format
FOGAGNOLO, F.; TAVARES, Ricardo Antônio. Conceitos atuais no tratamento das fraturas distais do fêmur no adulto. Revista Brasileira de Ortopedia, 2026, 61(02): 001–011.