Diego Luiz Teixeira Boava, José Aurélio Medeiros da Luz, Fernanda Maria Felício Macedo, Felipe Ribeiro de Souza
2026.4.2Scripta Nova-Revista Electronica de Geografia y Ciencias Sociales
Abstract
Este artigo analisa a mineração como fenômeno estético e temporal no contexto do Antropoceno, propondo uma 'estética crítica' que articula sublime industrial, a temporalidade geológica e a responsabilidade socioambiental. A partir de casos empíricos brasileiros, como a antiga mina do Cumbe em Ouro Preto (MG) e os processos decorrentes do rompimento da barragem de Fundão em Mariana (MG), o texto examina como as paisagens mineradas evocam experiências estéticas ambíguas entre a magnitude técnica e as transformações ambientais. O marco teórico dialoga com a filosofia do Antropoceno, a fenomenologia e práticas artísticas atuais que ressignificam os vestígios da extração. O argumento central sustenta que reconhecer a dimensão estética da mineração não implica naturalizar seus impactos, mas criar condições para uma análise sensível que integre memória e responsabilidade intergeracional diante da gestão dos recursos terrestres.
Citation format
BOAVA, Diego Luiz Teixeira, et al. Vestígios da extração: Mineração, estética e temporalidade. Scripta Nova-Revista Electronica de Geografia y Ciencias Sociales, 2026, 30(1): 107–134.