Race, Identity, and Education in BrazilDecolonial Thought and EpistemologiesGender, Sexuality, and Education

Layó Rita da Silva Pereira, C. Britto, Deborah Silva Santos

2026.3.4Contemporanea

DOI: 10.9771/contemporanea.v24i1.67395

Abstract

Este artigo aponta reflexões sobre a presença das mulheres negras na exposição Outras Brasílias: Memórias sensíveis e contranarrativas (2024) realizada no Distrito Federal e os desafios para efetivação da justiça informacional. A contribuição das mulheres negras na história do Distrito Federal, apesar de inegável, é sistematicamente silenciada nas instituições de informação, e essa ausência proposital contribui para a manutenção das injustiças sociais que acometem esse grupo. A justiça informacional é um conceito da Ciência da Informação que tenciona questões da justiça social nas instituições de informação. Considera-se, portanto, que a exposição se caracteriza como uma ferramenta de poder e um campo de disputa epistêmica, e que a ausência de mulheres negras em exposições está diretamente relacionada ao projeto colonial que resulta no epistemicídio. O estudo realiza uma análise qualitativa, mediante pesquisa bibliográfica, análise documental e observação in loco, utiliza como principais referenciais teóricos os estudos sobre decolonialidade e contracolonialidade, e é fundamentado em produções majoritariamente realizadas por mulheres negras. Por fim, propõe-se que determinadas estratégias de comunicação expositiva podem reintegrar as memórias e narrativas de mulheres negras que foram sistematicamente silenciadas na história da cidade.

Citation format

PEREIRA, Layó Rita da Silva; BRITTO, C.; SANTOS, Deborah Silva. “Somente a justiça pode parar uma maldição”: Reflexões sobre justiça informacional para mulheres negras na exposição outras brasílias: Memórias sensíveis e contranarrativas, brasília-df. Contemporanea, 2026, 24(1).