Giulia Maia Motta, M. Costa, Roseane Norat
2026.4.2Anais do Museu Paulista
Abstract
Conflitos na Península Ibérica no século XVII ocasionaram na formação de um exército permanente pela Coroa de Portugal. Novas estruturas defensivas e a preocupação com espaços logísticos, como quartéis, objetivaram suprir a demanda. Na tipologia específica da arquitetura militar, os quartéis luso-brasileiros são o foco desta pesquisa, que visa analisar o percurso tipológico. Foi realizado um estudo documental dos tratados militares, sistematização dos preceitos teóricos e representação gráfica comparativa dos reflexos na morfologia dos quartéis na tratadística e nos exemplares representativos utilizados nesta pesquisa. Os resultados apontam que há uma produção militar lusitana, embora seja perceptível a influência francesa nos exemplares do século XVIII, semelhante às estruturas fortificadas, sendo os quartéis classificados em três grupos: 1) os quartéis fortificados erguidos no interior de estruturas fortificadas; 2) os quartéis isolados; e 3) os quartéis em complexo, os quais integram conjuntos militares modernos. Com a perda gradativa da funcionalidade das fortificações, foram os quartéis que assumiram um protagonismo, englobando outras estruturas de logística, como prisões e comandos. Isso se refletiu também em uma estrutura mais elaborada estética e monumentalmente em alguns exemplares representativos.
Citation format
MOTTA, Giulia Maia; COSTA, M.; NORAT, Roseane. As transformações dos quartéis na arquitetura militar luso-brasileira. Anais do Museu Paulista, 2026, 34: 1–32.