Historical Education and SocietyMedieval Iberian StudiesLinguistics and Language Studies

Afonso Soares de Sousa

2026.1.12Studia Historica-Historia Medieval

DOI: 10.14201/shhme.31699

Abstract

Com este artigo pretendemos explorar as lógicas humanas que levavam à atribuição de um nome próprio a um equídeo. Esta prática, com claros vestígios documentais ao longo de todo o período medieval português, associada ao facto de os cavalos, segundo a crença medieval, não percecionarem um nome próprio como tal, levantou-nos uma questão que serve de mote para este texto: Porquê chamar se não entende? Com base numa fonte manuscrita inédita —relativa ao reinado de D. Manuel I (1495-1521)—, cujo detalhe de informação sobre equídeos da sua estrebaria impressiona, identificámos e fundamentámos sete diferentes lógicas para a atribuição de um nome próprio a um equídeo.

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SOUSA, Afonso Soares de. Porquê chamar se não entende? Os nomes próprios de equídeos em portugal entre a idade média e inícios da modernidade. Studia Historica-Historia Medieval, 2026, 44(1): 169–186.