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J. L. Andriolo, G. D. Luz, M. Witter, Rodrigo Godoi, Gisele Teixeira Barros, O. C. Bortolotto

2005.12.1HORTICULTURA BRASILEIRA

DOI: 10.1590/s0102-05362005000400014

Abstract

Plantas de alface, cv. Vera, foram cultivadas em cinco niveis de salinidade em um dispositivo experimental composto por uma camada de areia de 0,15 m de profundidade. Foi empregada uma solucao nutritiva padrao, com a seguinte composicao, em mmol/L: 16,9 de NO3-; 2,0 de H2PO4-; 1,0 de SO4-; 4,0 de Ca++; 10,9 de K+ e 1,0 de Mg++, e, em mg L 1, 0,42 de Mn; 0,26 de Zn; 0,05 de Cu; 0,50 de B; 0,04 de Mo, e 4,82 de Fe quelatizado. Os cinco niveis de salinidade foram obtidos por variacoes na concentracao da solucao nutritiva padrao, atingindo valores medios de condutividade eletrica (CE) de 0,80; 1,93; 2,81; 3,73 e 4,72 para T1, T2, T3, T4 e T5, respectivamente. A solucao nutritiva em cada nivel de salinidade foi fornecida a partir de um reservatorio atraves de uma bomba submersa, durante 15 min, em intervalos diurnos de 90 min e noturnos de 420 min. Um dispositivo experimental inteiramente casualizado foi empregado, com quatro repeticoes e 20 plantas por parcela. Quatro plantas de cada tratamento foram coletadas aos 32 dias apos o plantio para determinar a massa seca da parte aerea e das raizes, a massa fresca da parte aerea, a area foliar e o numero de folhas. O numero de folhas por planta foi igual a 18, sem diferenca significativa entre os tratamentos. A massa seca de folhas aumentou 24,4% de T1 para T3. A massa seca do caule foi reduzida nos niveis salinos mais elevados, porem nao foi observada relacao dos tratamentos com a massa seca do caule e das raizes. Foi observado efeito positivo na massa fresca da parte aerea, a qual aumentou 28,5% de T1 para T2, decrescendo 16,5% de T2 para T5. O valor maximo estimado do indice de area foliar foi de 4,3 m2 m-2 para uma EC de 2,6 dS m 1. Concluiu-se que niveis salinos acima de 2,0 e 2,6 dS m 1 reduzem o crescimento e a massa fresca das plantas, respectivamente.

Citation format

ANDRIOLO, J. L., et al. Growth and yield of lettuce plants under salinity. HORTICULTURA BRASILEIRA, 2005, 23: 931–934.