F. Riet-Correa, R. M. Medeiros
2001.3.1PESQUISA VETERINARIA BRASILEIRA
tlooto Summary
As perdas economicas causadas pelas intoxicacoes por plantas sao dificeis de se estimar por que nao existem dados confiaveis sobre todos esses componentes, no entanto, as perdAs causadas por mortes sao faceis of determinar quando dispomos of dados elaborados por laboratorios de diagnostico.
Abstract
As intoxicacoes por plantas em animais de producao, no Brasil e no Uruguai sao conhecidas desde que os pioneiros Espanhois e Portugueses introduziram as primeiras cabecas de gado em pastagens naturais da regiao. As perdas economicas ocasionadas pelas intoxicacoes por plantas podem ser definidas como diretas ou indiretas. As perdas diretas sao causadas pelas mortes de animais, diminuicao dos indices reprodutivos (abortos, infertilidade, malformacoes), reducao da produtividade nos animais sobreviventes e outras alteracoes devidas a doencas transitorias, enfermidades subclinicas com diminuicao da producao de leite, carne ou la, e aumento a susceptibilidade a outras doencas devido a depressao imunologica. As perdas indiretas incluem os custos de controlar as plantas toxicas nas pastagens, as medidas de manejo para evitar as intoxicacoes como a utilizacao de cercas e o pastoreio alternativo, a reducao do valor da forragem devido ao atraso na sua utilizacao, a reducao do valor da terra, a compra de gado para substituir os animais mortos, e os gastos associados ao diagnostico das intoxicacoes e ao tratamento dos animais afetados (Riet-Correa et al. 1993, James 1994). As perdas economicas causadas pelas intoxicacoes por plantas sao dificeis de se estimar por que nao existem dados confiaveis sobre todos esses componentes, no entanto, as perdas causadas por mortes sao faceis de determinar quando dispomos de dados elaborados por laboratorios de diagnostico, sobre a frequencia das causas de mortes dos animais numa determinada regiao.
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RIET-CORREA, F.; MEDEIROS, R. M. Intoxicações por plantas em ruminantes no brasil e no uruguai: Importância econômica, controle e riscos para a saúde pública. PESQUISA VETERINARIA BRASILEIRA, 2001, 21: 38–42.