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Maria Lúcia Lebrão, Rui Laurenti

2005.6.1Revista Brasileira de Epidemiologia

DOI: 10.1590/s1415-790x2005000200005

tlooto Summary

Conclui-se that as condicoes de saude sao preocupantes, assim como a insuficiencia do sistema de seguridade social.

Abstract

O projeto SABE (Saude, bem-estar e envelhecimento) foi coordenado pela Organizacao Pan-Americana de Saude com o objetivo de coletar informacoes sobre as condicoes de vida dos idosos (60 anos e mais) residentes em areas urbanas de metropoles de sete paises da America Latina e Caribe - entre elas, o Municipio de Sao Paulo - e avaliar diferenciais de coorte, genero e socioeconomicos com relacao ao estado de saude, acesso e utilizacao de cuidados de saude. Por meio de questionario e processo amostral padronizados foram entrevistadas 2.143 pessoas. Encontrou-se que as mulheres sao maioria, os imigrantes eram 8,7%, 62,6% viveram por cinco anos ou mais na area rural ate os quinze anos de vida. Dos idosos, 13,2% viviam sos, sendo que esse valor aumentou com a idade e no sexo feminino. Em relacao ao estado mental, encontrou-se, pelo Mini Exame do Estado Mental (MEEM), 6,9% de deterioracao cognitiva e 18,1% de depressao, segundo a Escala de Depressao Geriatrica. As auto-avaliacoes de saude mostram que 53,8% dos entrevistados consideraram a sua saude regular ou ma. Dentre as doencas mais frequentes estavam a hipertensao (53,3%); artrite/artrose/reumatismo, 31,7%; e diabetes, 17,9%. A grande maioria dos idosos nao apresentou dificuldades nas atividades basicas de vida diaria (80,7%), e entre aqueles que apresentaram, a maioria tinha dificuldades em uma ou duas atividades. Foram apresentados dados dos arranjos domiciliares encontrados, do acesso e utilizacao de servicos de saude, e relativos a renda e condicao de trabalho. Conclui-se que as condicoes de saude sao preocupantes, assim como a insuficiencia do sistema de seguridade social.

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LEBRÃO, Maria Lúcia; LAURENTI, Rui. Saúde, bem-estar e envelhecimento: O estudo SABE no município de são paulo. Revista Brasileira de Epidemiologia, 2005, 8: 127–141.